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Blog do Márcio | Márcio Pedro

Quem é Márcio Pedro? Contador e Pós-graduado em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, é Gerente Administrativo de uma grande indústria e distribuidora de alimentos. Sempre atualizado em assuntos de economia, política, educação e literatura, escreve também microcontos
Márcio PedroFila para conseguir um cartão de crédito para as compras no Atacadão

Completando 5 anos de funcionamento no mercado Arapiraca o grupo Carrefur se instalou com uma de suas lojas de atacarejo mais popular na cidade de Arapiraca conhecido como Atacadão, que fornece uma variedade de marcas e preços no seu portfólio. Em sua inauguração na segunda maior cidade do agreste, o fato de vender apenas avista causou estranheza na população que sempre foi acostumada a parcelar suas compras mensais em supermercados que disponibilizam pagamentos com cartão de crédito, ou até mesmo o deixar fiado na caderneta do mercadinho em seu bairro. Mesmo com esse entrave na forma de pagamento, o Atacadão sugou do mercado local enorme parcela de compras. Há poucos dias a Rede Atacadão lançou o seu cartão de crédito atraindo ainda mais os consumidores.

A fila por fazer o cartão da loja, nunca está vazia, tem sempre consumidor abrindo crédito e começando a condicionar suas compras no Atacadão, reduzindo ainda mais a massa compradora dos supermercados de bairro que já amargam altas quedas no seu faturamento, como me falou José*, proprietário de um mercadinho no bairro Santa Esmeralda que já pensa em mudar de ramo, já que suas vendas caíram em torno de 70% em um ano, e principalmente agora com a adesão do seu público pelo cartão de crédito da rede de atacarejo.

Está muito difícil sobreviver de mercadinho ultimamente aqui em Arapiraca, conta outro proprietário do bairro Baixão que explica que já não tem clientes da feira completa do mês. O mercadinho dele serve mais como opção de complemento de um, ou outro item, que falta no dia a dia, compras de no máximo 50 reais.

Vale ressaltar que não só o Atacadão ameaça o pequeno comércio, mas a entrada de outras grandes redes na cidade que parece ser uma tendência de mercado, já observada em Maceió.

As ofertas são tão atraentes que os próprios donos de pequenos mercadinhos na região diminuíram bastante suas compras em distribuidoras que entregam o produto no estabelecimento para voltarem suas compras para o Atacadão, que além de um preço mais atrativo, não gera impostos com nota fiscal, porém um fato curioso é que a base consumidora desses mercadinhos locais percebeu também essa oportunidade, e quem pode, vem fazer suas compras no Atacadão. Tem se visto até ônibus fretados de cidades do agreste, baixo são Francisco e sertão todos os domingos e feriados trazendo dezenas de consumidores destas cidades para fazerem suas compras.

Sem poder de compra, com associações de supermercados cada vez mais conformadas, com pouca estrutura logística, e sem poder competir com grandes redes, os mercadinhos de bairro terá seu futuro cada vez mais incerto.

* O nome José utilizado nessa matéria é nome fictício para preservação de imagem.

* As fotos dessa matéria foram produzidas em 03.12.2017 as 9:30 da manhã.

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