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Blog do Márcio | Márcio Pedro

Quem é Márcio Pedro? Contador e Pós-graduado em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, é Gerente Administrativo de uma grande indústria e distribuidora de alimentos. Sempre atualizado em assuntos de economia, política, educação e literatura, escreve também microcontos

Foi aprovada na primeira votação da câmara dos deputados por 366 a 111 votos a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) de número 241 que trata de congelar os gastos do governo por 20 anos.

Para melhor clareza do leitor, como estamos tratando de saúde e educação que são garantias constitucionais, dessa maneira não haveria outra forma de se valer como lei, que não fosse por emenda na nossa constituição federal.

A PEC 241, nada mais é do que uma copia do programa de redução de despesas utilizado atualmente pela Ambev pelo nome de OBZ (Orçamento Base zero) onde se congela as despesas por um determinado período, acrescentando apenas a inflação anual. Essa teoria se dar justamente depois de sair rumores que o atual governo pediria ajuda à Vicente Falconi, Guru da Ambev e mentor deste programa OBZ.

Quem já trabalhou ou trabalha na Ambev está cansado de ouvir falar em OBZ, principalmente os funcionários da área financeira, responsáveis em gerir esse programa de redução de despesas, e as semelhanças com a PEC 241 são bem nítidas: congelamento de despesas por um determinado período, aumento na despesa apenas o da inflação, despesas por seguimento ou departamentalização, ajustes e correções depois de um tempo de economia extrema (no caso do governo , em 10 anos) controle rígido de gastos, permuta de uma despesa não utilizada para cobrir outra de necessidade mais urgente que vem estourando o seu valor orçado.

Mas para fins de resultado o programa é a solução? Para a Ambev ou outras empresas que o adotam, sim, para o governo, não. Explico: Não podemos comparar materiais de trabalho com qualidade de vida. Empresas que adotam o OBZ, são extremamente rígidas a ponto de deixar de comprar qualquer material, sentindo na pele, ou no ambiente de trabalho as dificuldades enfrentadas de não poder utilizar aquele recurso naquele momento. Muitas vezes quem paga essa conta é o fornecedor que é usado como apoiador de fluxo de caixa para a empresa por um período, até o ajuste ser feito, ou o mês seguinte voltar e trazer de volta a aquela verba para a despesa. No caso do governo, seria como faltar uma seringa no posto médico e não ter outra forma de repor enquanto o orçamento daquela despesa não fosse liberado para o “mês seguinte”. O paciente, neste caso seria o fornecedor em comparação a empresa particular. Ele terá que aguardar o prazo de liberação dessa despesa da seringa.

A saúde e a educação são coisas imensuráveis, não podemos comparar como material de escritório ou gasto com propaganda de uma empresa. A saúde e a educação não podem esperar, os recursos têm que ser abundantes, pois estamos tratando de vida ou morte, de conhecimento ou da falta dele.

O problema maior é de falta de eficiência com os recursos para a população. A deficiência do governo em gerir, controlar, e distribuir de forma igualitária e eficaz os recursos é que encarece e dificulta o acesso a qualidade de vida nesse país. Com OBZ ou sem OBZ, se não mudar essa situação a sociedade, principalmente a camada mais carente, sofrerá à duras penas. É fato.

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