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06/07/2015 19:04:18
Mundo
Promessa de lucro com minas de ouro era falsa
Empresa arrecadou R$ 50 milhões de cerca de 1,4 mil investidores
Divulgação/DFRF empresário Daniel Fernandes Rojo Filho
IG

A DFRF, montada pelo empresário brasileiro Daniel Fernandes Rojo Filho nos Estados Unidos, é uma pirâmide financeira que amealhou R$ 50 milhões de cerca de 1,4 mil investidores. A acusação é da Securities and Exchange Comission (SEC, na sigla em inglês), xerife do mercado de capitais norte-americano.

A empresa alega possuir mais de 50 minas de ouro no Brasil e na África, mas seu faturamento e a remuneração paga aos investidores decorre dos recursos colocados pelos associados no negócio, como é típico em pirâmides financeiras, acusa a SEC.

Os investidores eram enganados com a promessa de que seus recursos estariam garantidos e de que a empresa possuia uma linha de crédito com um banco suíço privado. A DFRF também mentia ao dizer que 1/4 de seus recursos era destinado a programas de caridade na Árrica.

"DFRF e seus operadoras alegavam falsamente que estavam administrando um nego?io de minas de ouro lucrativo quando na realidade estavam operando um esquema Ponzi e uma pirâmide financeira que explorava investidores, especialmente em comunidades étnicas, que estão ameaçados de perder milhões de dólares", disse John T. Dugan, diretor regional associado do escritório da SEC em Boston. "Os investidores não foram informados inteiramente sobre o valor real e a segurança de seus investimentos."

Rojo Filho, segundo a SEC, retirou mais de R$ 19 milhões dos recursos investidos pelos participantes para comprar carros luxosos e pagar por outras despesas pessoais. O empresário e seis promotores serão julgados por fraude à legislação de valores mobiliários dos Estados Unidos.

A captação de investidores começou a ser feita em 2014, por meio de reuniões públicas e particulares realizadas po Rojo Filho e os promotores junto às comunidades hispânica e brasileira no Estado de Massachussetts, diz a denúncia da autoridade do mercado de capitais norte-americano. O volume de recursos amealhado com os investidores saltou de R$ 314 mil em junho de 2014 para R$ 12,6 milhões apenas em março de 2015.

A reportagem enviou um e-mail para o endereço disponível no site da DFRF e ligou para o telefone informado no mesmo local, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Em 2014, autoridade denunciou Telexfree

A acusação de pirâmide financeira contra a DFRF ocorre 1 ano e 3 meses depois de a SEC denunciar a Telexfree pela mesma prática. O negócio, lançado também em Massachusetts por um empresário brasileiro e outro norte-americano, ganhou fôlego ao desembarcar no Brasil, onde foi bloqueado em 2013 por uma decisão da Justiça do Acre.

No mês seguinte, a Secretaria de Estado de Massachusetts, que também havia acusado a Telexfree, acusou a Wings Network, outra empresa criada por também por um brasileiro, de ser uma pirâmide financeira que em 5 meses conseguiu arrecadar R$ 40 milhões.

Os representantes da Telexfree sempre negaram irregularidades. Os da Wings Network não foram localizados à época para comentar o caso.

 

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