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Blog do Márcio | Márcio Pedro

Quem é Márcio Pedro? Contador e Pós-graduado em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, é Gerente Administrativo de uma grande indústria e distribuidora de alimentos. Sempre atualizado em assuntos de economia, política, educação e literatura, escreve também microcontos
25/11/2017 11:27:17
A reforma política e o formigueiro persistente.

 Já nos cansamos de ouvir falar, seja na TV, internet ou rádio da tão sonhada reforma política que tem o objetivo de enxugar os excessos, e principalmente de acabar, ou pelo menos dificultar a corrupção sistêmica no Brasil. Dentre as propostas apresentadas até o momento, algumas já são conhecidas como, por exemplo, o financiamento de campanha, coligações, tribunais com indicações políticas, sistema e propaganda eleitoral, teto de gastos de campanha, registro de partidos entre outros.

Mas como acreditar que tais reformas trarão tranquilidade e controle mais efetivo contra a roubalheira, o enxugamento da maquina publica e consequentemente a otimização de um país mais soberano onde o mesmo se construiu de um legado doentio chamado corrupção, que se vem arrastando há séculos? Lógico que essas poucas reformas de âmbito politico não trará a solução que necessitamos, mas vai se gastar tempo e dinheiro para que elas eclodam com um objetivo muitas vezes duvidoso, já que a corrupção não se resolve apenas com a coerção, mas por um principio maior chamado de ética.

Uma alegoria simplista e simbólica seria de um formigueiro que você fecha o buraco, e no outro dia ele surge do lado, fecha novamente, e dois dias depois, o morrinho de areia está lá, aberto novamente, devido a persistência das formigas em querer se estabelecer ali, marca território, sem se importar com os demais, assim é a corrupção no país. Outra estória é a de um preso que, entra na cela fortemente construída, e com alguns meses, está toda lapidada, com esconderijos, cadeado falso, com instrumentos de corte, porque falta-lhe juízo de discernimento, a moral pressupondo a ética, quando deveria ser o contrato, assim será com a reforma politica que vem por aí, não valerá de nada, aparecerão outras brechas. O brasileiro tem que mudar de postura, se corrigir desse estigma de desonesto, da falsa moral, da esperteza, e se tornar um ser humano mais humano. A Europa já passou por esse estágio e percebeu ao longo dos séculos que a corrupção só trás o mal. Bom, o menino chamado Brasil só tem 500 anos, ainda é uma criança, mas essa criança inexoravelmente vai crescer, e tem que ser educada, bem criada, saber respeitar, ser cumpridora dos bons costumes atravez da sua ética que continua hibernando, ou se tornará uma massa morta nesse mundo.

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