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Blog do Márcio | Márcio Pedro

Quem é Márcio Pedro? Contador e Pós-graduado em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, é Gerente Administrativo de uma grande indústria e distribuidora de alimentos. Sempre atualizado em assuntos de economia, política, educação e literatura, escreve também microcontos
23/12/2018 15:49:59
Um (des) encontro de natal

Lídio Silva estava animado. Há uma semana estava se preparando para o fim de semana prolongado que coincidia com o Natal. Era tempo de se confraternizar com a família. Já tinha falado com seu cunhado Juninho, seu primo Miguel e o sogro Zé Gomes que já tinha acertado que os esperariam em sua residência. Sua esposa Ivone penteava o cabelo todo quebrado da filha do meio enquanto o irmão mais velho esperava no sofá tranquilamente intertido há duas horas no seu jogo favorito do celular que ganhou da mãe no natal passado quando completou 5 anos.

A hora chegou e o anfitrião Lídio, brincalhão como é perguntava as mulheres que iam chegando se faltou tecido na loja para completarem suas roupas sensuais. Os homens alegres com as mãos cheias de bebidas pediam ajuda. Tem cigarro aí gritou o Juninho, lembrando que a maioria ali era fumante. Tigelas, potes e pratos e comidas suficiente para atender uma demanda de 200 pessoas num local onde não ultrapassaria 50, já contando com as crianças.

Olhares lascivos de solteiros e casados não passavam despercebido quando os primos e primas se encontravam neste único dia do ano. Pais separados e já acompanhados de novos parceiros, filhas adolescentes grávidas, lindos garotos da família envolvidos com drogas ilícitas que falavam uma linguagem que necessitava tradução. Crianças bagunceiras que desrespeitavam os país sem a menor cerimônia, mas naquele dia tudo era perdoado, estavamos na noite de natal e o sino de Belém pedia tolerância. Era uma família grande, e muitas vezes confundia os menos avisados, pois alguns casais tinham idades distintas de pai e filho, mas era apenas problemas de idade. O beijo na boca deixavam claros que estavam juntos.

A festa continuou ao ritmo de músicas, bebidas, cigarros, crises de ciúmes, troca de mensagens, algumas brigas, danças sensuais, atitudes de inveja, muito beijo na boca, e por volta da meia noite Zé Gomes já embreagado, perguntou se o menino Jesus já tinha nascido, acompanhado de várias gargalhadas. As crianças eram as mais animadas, todas brincando e se divertindo cada uma com um celular jogando seu jogo favorito.

No outro dia várias mensagens de celular apareceram nas telas dos telefones: O melhor natal da minha vida!

Esse texto é uma obra de ficção. Qualquer semelhança de partes ou do todo com a vida real é mera coincidência.

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