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Rapadura | Miguel Alves

Quem é Miguel Alves? Instrutor de curso de formação de condutores, radialista e estudante de Geografia da Uneal. Tem como xodó sua neta Lara Beatriz, de apenas 2 anos. Miguel Alves dos Santos mora em Arapiraca, tem o coração valente e não tem medo de ser feliz.
09/04/2018 09:32:15
Depoimento ESPETACULAR de um patrício sobre o Presidente LULA e o Brasil ! ! !
DivulgaçãoBrasil, um País em crise de justiça

Como português residente no Brasil, eu conheci este país por diferentes pontos de vista. Conheci o Brasil visto de fora antes do Lula, visto de fora com Lula, visto de dentro com Lula e Dilma e visto de dentro após o golpe de 2016.

Antes de Lula, visto de fora, o Brasil era lembrado por motivos como: Carnaval, bunda feminina, prostituição e criminalidade. Era considerado um país instável, sem qualquer credibilidade.

Após a chegada de Lula, o Brasil começou a ser visto com outros olhos, foi uma viragem de 180º. Era visto como o país das oportunidades, em Portugal, por exemplo, ouvia-se muita gente comentando querer vir para o Brasil. O Brasil ganhava o respeito internacional, o Brasil tinha um presidente respeitado internacionalmente, um presidente com um enorme carisma que era recebido de braços abertos, tanto era apelidado como sendo "O Cara" por Obama, como era recebido em festa e com canções das Tunas Acadêmicas das Universidades em Portugal. Aliás, Lula em Portugal, como nenhum outro presidente havia conseguido antes, não era recebido como um mero governante do país irmão, mas sim, era recebido como um de nós, um amigo.

Em 2009 fiz minha primeira viagem ao Brasil, vinha apenas conhecer e decidir se iria abrir uma empresa aqui ou não. Fui conquistado em dois dias, pois aquela que seria uma viagem para apenas conhecer e pensar a respeito tornou-se uma decisão, e em dois dias apenas, já estava criando a empresa. Fui fácil de conquistar, a simplicidade, o sorriso fácil, a alegria das pessoas, me fez acreditar neste país.

Durante os dois anos que se seguiram, vivi em constante trânsito, entre cá e lá, fiz do Atlântico uma verdadeira ponte.
Por cá era recebido por pessoas ligadas à política local, conheci Jatene, Barbalho Pai, Barbalho Filho, Perfeitos Tucanos, Assessores, Deputados Estaduais, etc... Convivi de perto com essas pessoas, escutava tudo quanto era conversa e, como a política interna do Brasil era para mim desconhecida, apenas guardava as informações e tentava apurar a realidade.

Eu escutava coisas que em nada pareciam ser sérias, que em nada pareciam sair da boca de pessoas que realmente conheciam a realidade que os rodeava, mas sim, pessoas que viviam em uma espécie de mundo paralelo, uma espécie de mundo ilusório, conto de fadas, algo irreal aos olhos do cidadão comum. Tudo o que diziam era diferente daquilo que eu via nas ruas, onde eu conhecia jovens que vinham do interior do estado para Belém, porque estavam fazendo faculdade, porque estavam criando negócios rentáveis na capital, etc... mas, para aquelas pessoas com quem eu convivia, nada disso era verdade, para eles, tudo estava errado.

Um dia cheguei a ouvir coisas como: “agora até querem que negro faça faculdade ou que diarista tenha direitos... ao que nós chegamos!”

Com o passar do tempo e mudanças de nível pessoal, fui me afastando dessas pessoas e, em 2011, mais propriamente no dia 4 de Fevereiro desse ano, mudei-me em definitivo para o Brasil.

De forma autônoma e sem a influência dos abutres de outrora, resolvi conhecer a realidade do país e, principalmente, das pessoas que dele fazem parte. Fiquei simplesmente maravilhado!

Conheci o Brasil real, aquele dos vendedores de rua, aquele Brasil da roça, aquele Brasil das casas de madeira e chão de terra batida, aquele Brasil dos catadores de lixo, dos moradores de rua, das invasões, o Brasil daqueles que são a grande maioria, mas que, mesmo assim, são os mais esquecidos e não fazem parte do cartão postal para o turista ver.

Tive o prazer de conhecer por dentro, a vida das pessoas mais humildes que possamos imaginar. Pessoas que vivem em casas de madeira, com chão de terra batida, mas que me recebem de braços abertos. Pessoas que não sabem se vão ter o que comer no dia seguinte, mas que, mesmo assim, quando estou presente, fazem um ótimo café e colocam um bolo de macaxeira num forno improvisado com tijolos, carvão e uma forma.

Nesses locais conheci o outro Lula, conheci o que passavam essas pessoas antes do Lula ser presidente, o quanto eram discriminadas, esquecidas e o quanto sofriam para criar seus filhos.
Vi pessoas que choravam ao lembrar-se de projetos sociais levados a cabo por Edmilson Rodrigues quando era prefeito de Belém, como por exemplo, o projeto “Sementes do Amanhã” e o quanto esse projeto mudou a vida de tantos jovens em situações de risco. Bem como, o quanto muitos jovens acabaram de se perder com o fim desse projeto após a mudança de prefeito.
Conheci de perto o quanto o projeto “Bolsa Família” era útil para matar a fome de crianças.
Conheci pessoas cheias de sonhos, mães que sonhavam ver seus filhos fazerem faculdade, porque Lula havia criado condições para que tal fosse possível.
Conheci jovens de sucesso, jovens que de um momento para o outro, viam o sonho de estudar numa faculdade, ser muito mais do que um sonho, ser mesmo uma realidade e uma mudança radical nas suas vidas e de suas famílias.
Vi pessoas chorarem com emoção, com uma emoção verdadeira quando falavam de Lula e de tudo o quanto esse homem significou na vida delas.

Pessoas me diziam coisas como: “Antes do Lula, erámos invisíveis, ou então, erámos tratados que nem gado, mas, com Lula, passamos a ser respeitados, pobres como nós conseguiram comprar carro... “ “ Com Lula, consegui ter uma geladeira, coisa que nunca pensei que fosse possível...” “Com Lula eu tenho esperança no dia de amanhã, porque antes dele, eu vivia apenas o dia pelo dia e não pensava no dia seguinte.”

Em Santana do Aurá, conheci um jovem, o mais novo de 12 irmãos que, com apenas 14 anos na altura, me falou: “Sabe Sr. Marco, eu não conheci meu pai, mas se tivesse oportunidade de conhecer o Lula pessoalmente, iria lhe agradecer por toda a ajuda que ele deu para a minha mãe e lhe perguntaria se o poderia chamar de pai, porque mesmo sem ele saber, fez mais por mim e por todos nós, do que o meu pai...”

Conheci uma família de 6 pessoas que viviam numa casinha de apenas 1 quarto, mas que, graças ao “Minha Casa, Minha Vida”, conseguiram uma casa própria e bem melhor. Para além disso, com o dinheiro que pouparam do aluguel que pagavam, conseguiram montar um carro de lanche e hoje a alegria é outra bem diferente.

Eu poderia escrever um livro com todas as histórias que ouvi e todos os relatos de agradecimento ao Lula que eu ouvi. Mas, tenho a certeza que milhares de pessoas ouviram e presenciaram casos como estes e até bem piores.
Agora, cabe a cada um de nós, interpretar todas estas realidades e saber qual o valor que lhes dá.

Após a derrota de Aécio Neves nas eleições de 2014 o Brasil do sonho, foi substituído pelo Brasil do terror, do terror político, do terror psicológico, do terror imposto pelos pilantras e pelos golpistas que impediram Dilma de governar e que tudo fizeram para a afastar.

Aquele Brasil que era visto antes do Lula, voltava ao ativo, o Brasil voltou a ser visto como um país instável, um país sem respeito. Um país que após o golpe de 2016, via seu presidente (ilegítimo) ser colocado de parte em fotografias de praxe em encontros de líderes mundiais.
Luís Inácio Lula da Silva esteve longe de ser o Presidente perfeito, mas, com todas as imperfeições e todos os erros que cometeu enquanto governante, foi, sem dúvida nenhuma, o melhor presidente que o Brasil já teve. O presidente do povo! O presidente que o povo precisava.

Hoje é um dia que, para mim enquanto residente no Brasil, me deixa bastante triste, um dia em que vi consomado um golpe levado a cabo por uma meia dúzia de pilantras raivosos que, mesmo sendo uma minoria, com todas as suas artimanhas, com a imprensa manipuladora e demais artifícios, conseguiram enganar o povo, conseguiram colocar na cadeia, não um homem, mas sim, um símbolo popular, um símbolo de uma luta. Luís Inácio é um homem, um mero ser humano, mas LULA DA SILVA, esse é um verdadeiro sinônimo de povo, de luta, de resistência, de fé num Brasil melhor.

Mas eles cagaram para a fé, mandaram foder o povo e limparam o cu nas folhas da Constituição.

Sou Português e sempre serei, mas nunca me senti tão Brasileiro como hoje!

Fonte: Rapadura, o Blog do Mingas

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