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Contabilidade | Neuzete Domingos

Quem é Neuzete Domingos? Contabilista com graduação superior, Neuzete Domingos possui formação pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e Seune (Maceió). Empresária proprietária da empresa Análise Contábil deste 2005.
16/11/2014 15:26:57
E-Social - Você e sua empresa estão preparados?
InternetE-social e sua empresa


Depois de sucessivos adiamentos, finalmente o eSocial deve sair do papel e levar empresários de todo o País para a frente do computador. A nova plataforma do governo federal exigirá que empregadores mantenham atualizados e digitalizados todos os dados referentes aos seus funcionários desde contratações e demissões a férias, licenças médicas, entre outros.

Pelo novo cronograma, a adaptação deve ser obrigatória já em março de 2015.

São 44 obrigações sociais, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que passarão a ser inseridas em um único sistema, o que, no longo prazo, vai facilitar a vida do empresário.

Hoje, empresas têm de preencher diversos formulários independentes. Como uma obrigação não conversa com a outra, tantos documentos exigem muito trabalho das equipes de recursos humanos. No longo prazo, o resultado é redução de burocracia.

Todas as empresas brasileiras terão de se adaptar. Empresas com faturamento maior de R$ 3,6 milhões em 2014 serão as primeiras. O cronograma para as micro e pequenas ainda está sendo negocioado. É melhor não esperar a última hora para começar a digitalizar seus arquivos de funcionários. Mesmo sem a publicação do manual definitivo do eSocial, pode tratar de ir consolidando todos os dados de sua empresa.

O registro também servirá de base de dados para as próprias empresas, que eliminarão a necessidade de manter os seus arquivos por até 30 anos.

O Fisco terá maior poder para agir. Não é só para reduzir a burocracia que o governo está investindo na criação desta plataforma. Há também uma finalidade fiscalizadora embutida na nova ferramenta. Com os dados das empresas centralizados, será mais fácil cruzar informações e identificar possíveis fraudes.

Não é só o governo que vai fiscalizar mais e melhor. O trabalhador também poderá ficar de olho nas contribuições, bem como os depósitos feitos pela empresa no FGTS.

Não se trata apenas de dinheiro. Haverá controle também de prazos para exames admissionais e demissionais, para férias de funcionários, acidentes de trabalho, entre outros. O jeitinho brasileiro vai perder espaço, no início será sofrido, mas depois haverá benefícios para todos.

Naturalmente, a tecnologia deverá exigir um esforço por parte das empresas neste momento de adequação. O que muda é a forma como são controladas as informações da empresa, as questões trabalhistas e fiscais. No entanto, a maior parte dos micro e pequenos negócios no Brasil ainda passam longe desse nível de profissionalismo de gestão.

É neste ponto que mora o perigo. O costume do brasileiro de deixar tudo para a última hora se repete também quando o assunto é a própria empresa. Quando foi anunciada a mudança dessa obrigação, muitos correram para buscar empresas e softwares que fossem capazes de realizar esse trabalho de forma mais simples. Porém, tão logo veio o primeiro adiamento, a preocupação mostrou-se fogo de palha. Mesmo quem já utiliza um sistema para controle dessas obrigações, terá de se encaixar nos padrões previstos pela Receita Federal. Até porque as atualizações deverão ser feitas praticamente em tempo real no final do dia, o gestor é obrigado a enviar todos eventos daquela data.

 


 

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